quando a chuva parar
de afogar meus os sonhos
vou nascer do pó
como castelo de areia
de portas abertas
para que entre
e dizer que não tenho medo
que meu ser é sua casa,
abrir as janelas
ver o sol explodir no meu olho
ver você passar
sorrir e eu lhe buscar
para que entre
e encontrar
um canto de espera
sem esperar
um pouco de alivio
para seu corpo
que procura meu corpo:
seu corpo no meu
seu eu em mim
entrará
quando a chuva parar
de molhar o meu sonho
e você abrir sua vida
para que eu entre.
29 de Outubro — 2009
Publicado em Novembro 3, 2009 de 10:52 am e arquivado sobre Poemas com as tags chuva, esperança, Poemas, Solidão. Você pode acompanhar qualquer resposta por meio do RSS 2.0 feed.
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Novembro 3, 2009 às 5:06 pm
Adoramos este cantinho…
Mil beijos…
Novembro 3, 2009 às 10:35 pm
Hum… que lindo!
Impressionante, sintonia perfeita com o que eu andei pensando e sentindo hoje.
Eu, que gosto de rock, hoje me rendi a um samba: “Pressentimento, da Roberta Sá”… como não sei se gosta, nem me atrevo a deixar a letra aqui… mas, ao te ler, me lembrei dele na hora!
Beijos
http://meninamisteriosa.wordpress.com/
http://aceuabertodaboca.blogspot.com/
Novembro 3, 2009 às 11:53 pm
difícil morrer pra se deixar renascer… difícil abrir a vida… e mais difícil ainda encontrar portas abertas. lindo poema.
Novembro 8, 2009 às 8:38 pm
ah e chove tanto por aqui!!!
beijo
Novembro 9, 2009 às 1:15 pm
Hummmmm
Não tenho problemas com sonhos molhados, seja por chuva, por vinho, por lágrimas…acho até que ficam mais charmosos.
* Gostei do que escreveu. Parabéns.
ℓυηα